Donkey Kong 64 já roda nativamente no PC, sem emulador e sem IA generativa
Donkey Kong 64 já não precisa de um emulador para funcionar num computador. A 29 de agosto de 2026, a equipa formada por Rainchus, Ballaam, Killklli, 2dos e Umed lançou o DK64 Rekongpiled na versão 1.0.1, um executável nativo para Windows, macOS e Linux que corre o jogo da Rare diretamente no processador da máquina. O projeto assenta no N64: Recompiled, a ferramenta de Wiseguy que traduz o código MIPS original para C antes de o recompilar para as arquiteturas modernas.
O resultado nada tem de emulação disfarçada. O port aceita 4K, framerates sem limite, ecrãs ultrapanorâmicos e comandos por rato, reduzindo de forma sensível a latência de entrada face a um emulador clássico. O suporte a mods está presente, a começar pelo Tag Anywhere, que dispensa a passagem obrigatória pelos barris para trocar de Kong, uma mecânica que muitos jogadores consideravam o maior peso do título de 1999. A compatibilidade com o DK64 Randomiser, assinado em parte pelo mesmo grupo, está prevista para mais tarde.
Nem uma linha de código gerada por IA. Os programadores fazem questão de o sublinhar: "nenhuma IA generativa foi utilizada em qualquer momento do processo", já que o trabalho nasceu de anos de experiência com as entranhas do jogo e não de vibe coding. A precisão não é inocente numa cena inundada por projetos despachados à custa de modelos de linguagem, e tornou-se um argumento de qualidade junto dos adeptos da preservação.
O pacote, com apenas 17 MB, obtém-se na página de versões do projeto no GitHub, com um ficheiro por sistema. O site oficial dk64recomp.com explica passo a passo o procedimento em Windows, Linux e macOS. Um pormenor importante: o programa não inclui quaisquer dados do jogo e exige uma ROM norte-americana de Donkey Kong 64 que o jogador tem de extrair do seu próprio cartucho.
Fonte: Time Extension