RetroArch
Interface unique qui fait tourner des « cœurs » libretro : un seul programme, la même manette et la même présentation pour des dizaines de machines. RetroArch n'émule rien lui-même — ce sont les cœurs qu'on installe dedans qui font le travail.
Transferir o emuladorO RetroArch não é um emulador. É a interface que os hospeda: você instala núcleos (um por sistema) e encontra a mesma apresentação, os mesmos atalhos e o mesmo controle configurado em todos os lugares. Um único programa para aprender em vez de quinze.
1. O que abrange
No lado das máquinas que rodam o RetroArch: Windows, macOS, Linux, Android, iOS e Apple TV, mas também Switch, Wii, Wii U, 3DS, PS Vita, PSP, PS2, Xbox, Raspberry Pi e até o navegador.
No lado das máquinas emuladas, é o catálogo de núcleos que decide: de consoles de 8 bits até o PlayStation, passando pelo arcade e pelos microcomputadores dos anos 80.
2. Instalar o RetroArch
- PC (Windows, macOS, Linux): a versão estável está disponível no site oficial. O buildbot também oferece versões de desenvolvimento diárias — reservadas a quem gosta de se divertir.
- Android: Play Store, ou o APK do buildbot.
- iOS e Apple TV: App Store, desde a abertura em 2024.
- Steam: há uma versão publicada lá, prática no Steam Deck.
O RetroArch não contém nenhum jogo e nenhuma BIOS. O que o aplicativo propõe baixar são núcleos, capas e bancos de dados.
3. Instalar os núcleos
- Menu principal → Atualização online → Downloader de núcleos.
- Escolha o núcleo correspondente ao seu sistema; ele se instala sozinho.
- Se a opção não aparecer: Configurações → Interface do usuário → Visibilidade de itens de menu, e ative a exibição do downloader de núcleos.
Algumas referências: Genesis Plus GX para Sega de 8 e 16 bits, Snes9x para o Super Nintendo, mGBA para o Game Boy Advance, Beetle PSX ou SwanStation para o PlayStation, FinalBurn Neo e MAME para o arcade.
Em versões instaladas via gerenciador de pacotes do Linux, e em alguns consoles, o downloader fica desativado: os núcleos chegam então pelo pacote do sistema.
4. A pasta de sistema, para núcleos que exigem BIOS
Muitas máquinas não precisam de nada: NES, Super Nintendo, Mega Drive e Game Boy Advance iniciam diretamente. Outras exigem os arquivos originais — PlayStation, Saturn, Dreamcast, entre outras.
- Localize a pasta esperada: Configurações → Diretório → Sistema/BIOS.
- Coloque os arquivos lá dentro, sem renomeá-los aleatoriamente: o nome e a região importam.
- A documentação do núcleo, no site da libretro, lista exatamente o que ele espera.
5. Organizar e importar seus jogos
- Comece por Atualização online → Atualizar bancos de dados, assim como os arquivos de informação dos núcleos. Sem isso, a varredura não reconhece nada.
- Depois Listas de reprodução → Importar conteúdo → Varrer diretório. A varredura entra nas subpastas, então você pode apontar para sua biblioteca inteira.
- A varredura estrita compara a assinatura do arquivo com o banco de dados e mantém apenas o que reconhece. Para adicionar mesmo assim o que não reconhece, existem a varredura manual e a opção que aceita conteúdo sem correspondência.
- Para as capas: Atualização online → Atualização de miniaturas, sistema por sistema. Atenção: um jogo adicionado manualmente só terá sua imagem se o nome corresponder exatamente ao do banco de dados.
6. Formatos de arquivo
- Cartuchos: os núcleos leem diretamente
.zipe.7z, sem necessidade de extrair. - Jogos em disco:
.cue+.bin,.chdou.isoconforme o núcleo. O.chdé o melhor equilíbrio, compressão sem perdas. - Vários discos: crie um arquivo
.m3u, um disco por linha, na mesma pasta. É esse arquivo que você abre, não os discos um por um.
Nunca compacte um jogo em disco em .zip: a documentação oficial é explícita sobre isso, não funciona.
Durante a partida, troca-se de disco por Menu rápido → Controle de disco: ejetar, escolher o número do disco, inserir.
7. Os ajustes que realmente fazem diferença
- Driver de vídeo: Vulkan quando sua máquina suporta, senão Direct3D no Windows, OpenGL nos demais. É a primeira alavanca quando trava.
- Latência: em Configurações → Latência. O Run-Ahead calcula quadros com antecedência para recuperar o atraso interno do jogo; é impressionante em jogos rápidos, mas custa processador.
- Se a rolagem ficar irregular, a documentação recomenda justamente reduzir ou desativar o Run-Ahead e o atraso de quadro: sua máquina não está mais conseguindo acompanhar.
- Shaders: muito bonitos, muito exigentes. Desativá-los é o primeiro reflexo em caso de lentidão.
8. Salvamentos
Duas coisas diferentes, melhor não confundir:
- O save do jogo (
.srm): é o equivalente à bateria do cartucho ou ao cartão de memória. Esse é confiável. - Os save states (
.state,.state1,.state2… conforme o slot): um instantâneo completo, acessível por Menu rápido → Salvar estado.
Por padrão, tudo cai ao lado das suas ROMs. Configurações → Diretório permite reunir tudo em outro lugar, o que simplifica os backups.
Um save state está vinculado ao núcleo, e frequentemente à sua versão exata. Após uma atualização, ele pode recusar carregar. Para uma partida que importa para você, use o save interno do jogo.
9. Deu problema?
- Está travando → desative os shaders, reduza a escala de vídeo, troque o driver de vídeo, ative o vídeo em thread separada, desative o Run-Ahead.
- A BIOS não é detectada → pasta errada, nome errado, região errada, ou arquivo corrompido. O log do RetroArch informa precisamente qual dos quatro.
- Um jogo em disco recusa iniciar → verifique se ele não está dentro de um arquivo compactado, e se o núcleo carregado corresponde à máquina.
- Controle não reconhecido → o RetroArch identifica automaticamente a maioria dos modelos; caso contrário, a configuração é feita botão por botão nas configurações de entrada.
10. Endereços oficiais
retroarch.com— os downloads, plataforma por plataforma.buildbot.libretro.com— versões estáveis e versões de desenvolvimento.docs.libretro.com— a documentação, incluindo a ficha de cada núcleo e as BIOS que ele exige.